Pint of Science 2021 – 17 de Maio, 22:15, no “Aqui Base Tango”

No dia 17 de Maio serei orador num evento denominado “Ter Muita Lata”, que abrange as áreas genéricas de Engenharia, Robótica e Computadores, onde falarei sobre a minha actividade de I&D em robótica e automação.

A sessão irá decorrer num bar da cidade de Coimbra designado Aqui Base Tango, entre as 21h00 e as 23h00. A minha sessão específica começa às 22h15. Apareçam para beber um copo e… pois, debater robótica 🙂

Integração de Equipamentos em Células de Produção Flexível

Ontem (25 de Novembro de 2020) num seminário organizado pela Associação da Indústria dos Moldes – CEFAMOL – Portuguese Association for the Mould Industry sobre Automação Flexível, em que participei como docente da Universidade de Coimbra 🙂

Nesse excelente seminário/debate defendi que a Automação, mais do que flexível, tem de ser inteligente e capaz de cooperar com colaboradores humanos.

Link Linkedin.

Link CEFAMOL.

“Universidade e Indústria: Financiamento da cooperação em Portugal”

Dia 25 de Novembro, às 18h, realizou-se via Plataforma Zoom, o debate “Universidade e Indústria: Financiamento da cooperação em Portugal” numa colaboração do Departamento de Física da Universidade de Coimbra e o Rómulo, que contou com as participações de:

Luísa Matos | Virtual Power Solutions
Gonçalo Quadros | Critical Software
Paulo Barradas | Bluepharma
Peter Villax | Hovione Technolog
J. Norberto Pires (organizador)| FCTUC
Isabel Damasceno | CCDRC – Presidente
A moderação do debate estará a cargo de Carlos Fiolhais, diretor do Rómulo.

Evento UC: “Universidade e Indústria: Financiamento da cooperação em Portugal” em debate online na UC | Notícias UC | A UC como nunca a viu.

Rua Direita: Rua Direita ≡ “Universidade e Indústria: Financiamento da cooperação em Portugal” em debate online na UC

Debate online “Investigadores da Universidade de Coimbra: como desenhar e financiar carreiras estáveis.

Data: 4 de Dezembro de 2020

Local: Centro de Ciência Viva Rómulo de Carvalho, Coimbra

Link: https://www.facebook.com/events/292600222144993/

PARTICIPAÇÃO
Presentes no Rómulo:
– J. Norberto Pires (organizador), Professor do Departamento de Engenharia Mecânica;
– Maria Ribeiro, Investigadora de Neurociências e dirigente da PostDoc@UC;
– Gonçalo Velho, Investigador de Ciências Sociais (CES) e Presidente do Sindicato Independente dos Professores e Investigadores
– Elsa Henriques, Gestora de projetos do CNC – Centro de Neurociências da UC

Via ZOOM:
– Inês Almeida, Investigadora de Ciências Sociais (Psicologia) e dirigente da ABIC e da EURODOC;
– Jaime Nogueira, Investigador de Humanidades (História);
– Ana Carvalho, Investigadora de Farmácia e responsável de Comunicação do III;
– Ana Lúcia Lopes, Investigadora de Química;
– Helena Pais, Investigadora de Física;
– Paulo Matafome, Investigador de Medicina;
– Mafalda Laranjo, Investigadora de BioFísica;
– Daniel Gatões, Investigador de Engenharia;
– Antero Abrunhosa, Investigador e Diretor do ICNAS;
– João Castelhano, Investigador no ICNAS;
– Francisco Alves, Responsável pelo Ciclotrão;
– Miguel Marto, Investigador de Medicina Dentária

Público-alvo: Comunidade académica, nomeadamente docentes e investigadores.

Acesso à sessão Zoom
https://videoconf-colibri.zoom.us/j/86974559327
ID da reunião: 869 7455 9327

EMERALD: best paper award 2020

Um estudo internacional, liderado pelo cientista Norberto Pires, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), acaba de ser distinguido pela revista científica Emerald.

O artigo científico “Implementation of a robot control architecture for additive manufacturing applications”, que tem como coautores Filipe Monteiro Ribeiro (na altura aluno de mestrado da Universidade de Coimbra) e Amin Azar, do Instituto Tecnológico para a Indústria da Noruega (SINTEF, na sigla inglesa), foi premiado com o “Emerald Literati Award 2020” na categoria “Outstanding Paper”.

Segundo o grupo editorial da revista, responsável pela escolha dos trabalhos vencedores, este artigo foi «um dos trabalhos mais excecionais publicados ao longo do ano 2019». É já a segunda vez que o cientista da FCTUC é galardoado com o prémio de melhor artigo do ano, o que é raro, uma vez que a competição é muito grande.

O estudo agora premiado, realizado em colaboração com o fabricante de software RoboDK, no Canadá, faz parte de um projeto mais amplo de desenvolvimento de sistemas robotizados e competência na área do fabrico aditivo de metais, iniciado em 2018 pela equipa de Norberto Pires. No essencial, explica o investigador da FCTUC, «os sistemas desenvolvidos centram-se na capacidade de imprimir metais tendo por base dois tipos de sistemas de impressão: baseados em soldadura CMT (Cold Metal Transfer) para peças de maior dimensão, com capacidade estrutural, e baseados em deposição por laser, para novas ligas metálicas e peças mais pequenas e muito difíceis de construir por métodos tradicionais (essencialmente na área da indústria aeronáutica e automóvel)».

Nesses desenvolvimentos, esclarece, «dada a enorme complexidade das peças, o que gera trajetórias de impressão complexas e muito complicadas de realizar, desenvolvemos software próprio para o corte das peças em camadas, para o cálculo de trajetórias do robô e para a simulação em tempo real de todo o sistema (digital twin). Nesse esforço, estabelecemos parcerias com várias empresas que produzem software acessório para estas áreas».

Graças aos resultados obtidos nos vários estudos realizados no âmbito deste projeto alargado, foi possível obter financiamento, por exemplo, da TATA Steel (Índia), uma das maiores fornecedoras de metal do mundo, e da Agência Nacional de Inovação (ANI), para criar o Laboratório de Fabrico Aditivo da Universidade de Coimbra, que está instalado no Laboratório de Construção Metálica e Mista do Departamento de Engenharia Civil da FCTUC. «Esse equipamento permite à UC colocar-se na vanguarda da investigação e desenvolvimento na área, prestando também serviço ao exterior, o que significa ajudar a economia nacional a tornar-se muito mais competitiva e a liderar nesta área», assinala Norberto Pires.

O prémio agora obtido, declara ainda o docente do Departamento de Engenharia Mecânica da FCTUC, «para além da satisfação pessoal por ver reconhecido o meu trabalho e da minha equipa, constituída por mais de uma dezena de pessoas, entre doutorados e alunos de doutoramento, é a confirmação de que somos capazes de fazer desenvolvimentos ao mais alto nível internacional e, com investimento, podemos produzir conhecimento que nos distingue e pode ajudar fortemente a nossa economia e as nossas empresas a serem competitivas».

Cristina Pinto

Links e fotos:

Notícia UC: Revista científica internacional distingue investigação da Universidade de Coimbra na área das tecnologias de manufatura aditiva | Notícias UC | A UC como nunca a viu.

Emerald 2020 – Oustanding Paper Award: 
https://www.emeraldgrouppublishing.com/journal/ir/literati-awards/industrial-robot-literati-award-winners-2020

CCDR’s – Um Passo para onde?

Conferência | “CCDR’s – Um Passo para onde ?”

❗️ No âmbito da Pós-graduação em Ciências Políticas

🗣 Abertura:
– Pedro Costa
– Ferreira Ramos

👥Oradores:
– Cristina Azevedo
– Helena Freitas
– J. Norberto Pires
– José Reis

Súmula: Albino Almeida

📅 12 Outubro – 18h

➡️ Presencial : Auditório Marques de Almeida

➡️ Plataforma ZOOM | ID da Reunião: 606 890 6769

Campus Party 2020 – A pandemia por COVID-19 modificou a Indústria 4.0?

O processo de digitalização da indústria estava em curso até que a Pandemia por Covid-19 paralizou o mundo. O que mudou? Será tudo igual, a partir de agora, ou há aspetos que precisam de ser reformulados? Estamos preparados para o teletrabalho na indústria? Os planos da Indústria 4.0 precisam de ser repensados? Em que medida?

Conferência ONLINE na iniciativa CAMPUS PARTY 2020. – 11 de Julho de 2020 – ONLINE

Link: Campus Party Digital Edition Portugal 2020 | Just another Campus Party • #FeelTheFuture Sites site (campus-party.org)

Vídeo da Sessão: Campusero | Campus Party Digital Edition Portugal 2020 | Just another Campus Party • #FeelTheFuture Sites site (campus-party.org)

Vídeo Youtube

A novel multi-brand robotic software interface for industrial additive manufacturing cells

This study aims to report the development of a provisional robotic cell for additive manufacturing (AM) of metallic parts. To this end, the paper discusses cross-disciplinary concepts related to the development of the robotic cell and the associated command and control system such as the Computer-Aided Design (CAD) interface, the slicing software and the path planning for the robot manipulator toward printing the selected workpiece. This study also reports the development of a virtual production cell that simulates the AM toolpath generated for the desired workpiece, the adaptation of the simulation environments to enable AM and the development of a user application to setup, command and control the AM processes. If a digital twin setup is efficiently built, with a good correlation between the simulation environment and the real systems, developers may explore this functionality to significantly reduce the development cycle, which can be very long in AM applications where metallurgic properties, part distortion and other properties need to be monitored and controlled.

Link to paper: https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/IR-11-2019-0237/full/html

Viseiras em ALCANENA

Uma família de Alcanena, em que um dos elementos é nosso aluno de Engenharia Mecânica (Universidade de Coimbra) decidiu imprimir viseiras para a comunidade: bombeiros, centros de saúde, lares, etc.

O nosso aluno, Diogo Alexandre, falou à TSF sobre esta iniciativa da família.

Ouça aqui,

Alcanena – Diogo Alexandre

Leia aqui.

Viseiras da Universidade de Coimbra – update

Depois de termos realizado o projeto de uma viseira confortável, funcional e fácil de montar, que pode ser construída usando uma impressora 3D, verificamos que faria sentido, para obter maior cadência de produção, realizar um molde para injeção de plástico.

Felizmente, com a colaboração de várias entidades e da comunidade da Universidade de Coimbra, em especial da empresa Tecnimoplás (Marinha Grande), realizou-se um molde que entrou em produção na quarta-feira (15 de Março de 2020) com uma cadência de 2000 peças por dia 🙂

Aspeto do molde desenvolvido pela empresa Tcnimoplás (Marinha Grande) para produzir as Viseiras da Universidade de Coimbra.

Toda este esforço teve o apoio de várias entidades e reuniu uma grupo muito grande de pessoas que ajudaram a montar as viseiras:

A unidade UC Business da Universidade de Coimbra, cuja dedicação e envolvimento nestas ações é exemplar. Em especial, destaco o Nuno Mendonça, a Ana Rita Querido e o Luís Simões da Silva;

Os Club de Rotários da Figueira da Foz e de Coimbra que apoiaram financeiramente muitos dos consumíveis usados nas viseiras;

A FCTUC que reuniu quase 40 000 folhas de acetatos, um pouco por todos os departamentos, por iniciativa da Conceição Girão;

Os alunos de vários ciclos de ensino da Universidade de Coimbra que se mobilizaram, por iniciativa da Ana Rita Querido (UC Business), para ajudar nas tarefas de montagem;

O NEEMAAC e outros núcleos de alunos da UC, que ajudaram em múltiplas tarefas;

Os nossos ex-alunos, como é o caso do Noel Hugo Carlos da Tecnimoplás, que se disponibilizaram a ajudar.

Todo este esforça mostra uma comunidade poderosa que respeita e valoriza a Universidade de Coimbra.

EXCELENTE TRABALHO DE EQUIPA 🙂

O centro logístico da iniciativa “Viseiras da Universidade de Coimbra” foi montado mo POLO I da Universidade de Coimbra, no 3º piso da Faculdade de Medicina.

As viseiras estão a ser distribuídas, a pedido, por várias instituições: hospitais, centros de saúde, lares e centros de dia, bombeiros, instituições que cuidam de pessoas com deficiência, farmácias, serviços de segurança (PSP), etc.

Lar de 3ªa idade
Reitoria da UC
Centro COVID-19
Centro COVID-19
Centro COVID-19
Centro COVID-19
PAJE
Universidade de Coimbra
Santa Casa da Misericórdia de Coimbra
Santa Casa da Misericórdia de Coimbra
Município de Oliveira do Bairro 🙂

Várias notícias na IMPRENSA NACIONAL

COVID-19 – Viseira para imprimir!

Versão ligeiramente modificada publicada hoje (29/3/2020 – 3:10AM – ver abaixo)

Ver vídeo com ligeira alteração ao modelo de Viseira, com um pino suplementar para fixar o acetato, mantendo a facilidade de montagem (ver abaixo).

Ver vídeo de dois modelos: modelo redondo à frente e modelo plano (ver abaixo)

Ver vídeo de montagem de uma folha de acetato (ver abaixo)

Neste esforço para ajudar a comunidade devido ao COVID-19, é importante que possamos fornecer equipamento ao pessoal médico. Há imensas propostas na internet, mais ou menos simples, cujo ficheiro pode importar e imprimir na sua impressora 3D. O projeto abaixo é meu e permite montar uma viseira para aplicações médicas.

Em uso hospitalar 🙂
Inside Printer View 🙂
Versão definitiva 🙂
Versão curta: viseira protege rosto e pescoço
Versão Longa: rosto, pescoço e orelhas 🙂

Foi desenhado em Inventor durante a noite passada.

Imprimi o protótipo hoje, usando duas opções: viseira em acrílico (0.6mm de espessura e dimensão A4 – 210mm x 297mm) ou em acetato mais grosso (também A4). Os dois funcionam bem, sendo o acetato mais barato.

Disponibilizarei em breve fotos do protótipo, mas a montagem é fácil: imprimir, furar uma folha de acetato, meter uma banda elástica para agarrar à cabeça e já está!

Ficheiro STL (versão STANDARD): http://www.jnorbertopires.pt/wp-content/uploads/jnp_viseira_covid19-01_PRINT_v4.stl

Ficheiro STL (versão LIGHT – mais rápida de imprimir): http://www.jnorbertopires.pt/wp-content/uploads/jnp_viseira_covid19-01_PRINT_v5.stl

Ficheiro STL (versão LIGHT – mais rápida de imprimir VERSÃO LIGEIRAMENTE MODIFICADA A 29/03/2020): http://www.jnorbertopires.pt/wp-content/uploads/jnp_viseira_covid19-01_PRINT_v6.stl

Versão ligeiramente modificada – 29-03-2020

Ficheiro STL (versão plana à frente 4/04/2020): http://www.jnorbertopires.pt/wp-content/uploads/jnp_viseira_covid19-01_PRINT_v8.stl

Ficheiro STL (versão ligeiramente modificada com mais um pino de cada lado 5/04/2020): http://www.jnorbertopires.pt/wp-content/uploads/jnp_viseira_covid19-01_v6_tecnimoplas_v3.stl

Ficheiro STL (suporte inferior para curvatura): http://www.jnorbertopires.pt/wp-content/uploads/suporte_inferior.stl

Ficheiro PDF – Esquema de Furação da viseira (versão curta – viseira A4): http://www.jnorbertopires.pt/wp-content/uploads/hole_template.pdf

Ficheiro PDF – Esquema de Furação da viseira (versão curta – viseira A4): http://www.jnorbertopires.pt/wp-content/uploads/guia_montagem_furacao_a3.pdf

Modelo impresso pelo João Cardoso em que usou papel de plastificar que passou por calor para ficar transparente.

Fiz algumas versões usando acrílico e PVC em rolo. Em breve publicarei resultados e modelos para furar a folha da viseira.

Suporte inferior – Inventor – STL file acima

Procedimento:

1) Imprimir o suporte em PLA – ficheiros STL acima – eu usei impressoras Ultimaker 3;

2) Imprimir o Guia de Montagem e Furação A3 acima. Basta usar isso como template e furar o material transparente nos locais assinalados e fazer os cortes assinalados;

3) Eu experimentei: PVC em rolo de 0.75mm e de 0.25mm (rijo e flexível – este é mais caro, o triplo do preço, mas o conforto é maior), papel de acetato de elevada gramagem, plástico de encadernar depois de passar pelo calor.

3) Montar na Viseira e colocar a Banda Elástica – usei banda elástica do mercado com 3cm de largura – cortei em fitas de 1 cm.

Imprimir, imprimir… imprimir!
Viseira “fabricada” pelo Núcleo de Estudantes de Engenharia Mecânica da Associação Académica de Coimbra. Fantástico 🙂
Viseiras para uma Farmácia de PENACOVA 🙂

“E se…”, Ep.19 – O Hospital Adiado

O HOSPITAL ADIADO
O Hospital da Compaixão em Miranda do Corvo é algo que me deixa perplexo. Custou 7 milhões de euros, foi construído com dinheiro da Fundação ADFP e uma pequena parte da Câmara Municipal de Miranda do Corvo. Está pronto a funcionar. Tem equipamento do mais avançado que existe. Mas não tem autorização para abrir, nem o SNS responde sobre os necessários protocolos que permitam que o hospital preste serviço numa região de interior. Ainda esta semana o Governo apresentou uma pacote de quase 500 milhões de euros para atrair pessoas para o interior, prometendo incentivos de quase 5 mil euros por pessoa. Pois aqui está uma medida bem mais simples e mais barata: baste permite que bara o Hospital da Compaixão. De certeza que vai atrair mais gente para o interior, pois essas pessoas vão sentir-se mais apoiadas e seguras nessa complicada decisão de mudar para o interior.

O “E se…” é um programa que faço para o COIMBRA CANAL com a realização de Rijo Madeira 🙂

AMConstruction Project

The AMConstruction – Additive Manufacture in Steel Construction project (J. Norberto Pires – CEMMPRE and Trayana Tankova – ISISE), which works in additive manufacturing, was the winner of the International Patronage R&D initiative of the University of Coimbra (UC).

More information here.

“E se…”: A cheia e a incúria

Infelizmente, mais uma vez, todo o vale do Mondego sofreu mais uma cheia que destruiu bens, meios de produção industriais e agrícolas, afetou transportes e deixou com o coração nas mãos vários milhares de pessoas. Tudo isto, para além de desanimador, é absolutamente desesperante. É verdade que no Inverno chove e, apesar de darem nomes fofinhos às intempéries, os efeitos do mau tempo podem resultar em estragos significativos. No entanto, construiu-se há cerca de 40 anos um sistema, denominado Empreendimento de Fins Múltiplos do Baixo Mondego, que visava controlar a natureza rebelde do rio Mondego e seus afluentes, evitando assim as cheias frequentes que alagavam a cidade de Coimbra e as populações até à Figueira-da-foz. Esse sistema, apesar de muito bem pensado, não é, nem poderia ser, infalível, mas foi planeado para ser capaz de evitar a maioria das situações que davam origem a cheias.
Na verdade, desde que entrou em funcionamento, e enquanto o sistema era novo (não eram críticos os efeitos de ausência de manutenção), não houve problemas de maior. No entanto, em 2001, regista-se de novo uma grande cheia em todo o vale do Mondego.

Nessa altura, assim como nas cheias seguintes de 2016 (duas consecutivas nesse mesmo ano), os relatórios de análise da situação apontavam causas gravíssimas:

1) Total ausência de manutenção do sistema, o que, como é fácil de entender, potenciava falhas nos equipamentos, e com isso eventos graves de cheias e perdas de bens materiais, para além de colocar em risco a vida humana, por deficiente funcionamento do sistema;

2) O facto de ser uma obra inacabada, isto é, não tinham sido regularizados, como fazia parte do projeto original, os vários afluentes do Mondego, faltavam equipamentos (por exemplo, das 6 bombas de alto débito planeadas para estar a jusante do açude e que deveriam retirar do rio aproximadamente 500 m3/s de água, só uma tinha sido instalada);

3) O facto de ser uma obra com 40 anos, projetada num determinado cenário, tendo em conta a ocupação do território e as opções tecnológicas da altura. Todas as obras de engenharia têm de ser avaliadas, de tempos a tempos, revisitando os projetos, de forma a adaptá-las à nova realidade e melhorar o seu desempenho tendo em conta novas soluções tecnológicas. Em 40 anos, para além de não ser mantido, este empreendimento não foi revisitado;

4) O facto de não existir nenhuma entidade de gestão que permitisse garantir as tarefas acima mencionadas, mas também monitorizar o rio e os seus afluentes e instalar sistemas de vigilância essenciais para uma resposta célere, segura e eficaz. Uma entidade de gestão que tivesse ainda a autoridade necessária para avaliar qualquer obra que fosse planeada na sua área de intervenção, acautelando assim a eficácia global do sistema;

5 ) Não foi ajustada, à medida da evolução dos tempos e das novas circunstâncias, a forma como eram/são geridas as barragens do Mondego, nomeadamente a Aguieira, exigindo parâmetros de gestão não somente economicistas e mais adaptados ao dia-a-dia das populações. Por exemplo, existem relatos, não confirmados, de que nesta cheia de 2019, a barragem da Agueira esteve em risco sério de colapso. O que torna incompreensível o cancelamento, em 2016, da Barragem de Girabolhos. Na verdade, essa barragem, que fazia parte do plano original de intervenção no rio, foi cancelada em 2016, também, por este ministro que agora queria mover aldeias. O presidente da Endesa, Nuno Ribeiro da Silva, diz que a obra não avançou em 2016 por “pressão política” do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista Os Verdes, que queriam rever os termos do acordo que já tinha sido assinado. É importante que isso seja esclarecido com urgência.

Acresce que o rio Mondego, por exemplo, sofreu obras de desassoreamento em 2017 e 2018. No entanto, os inertes removidos do leito do rio foram usados para fazer um aterro gigantesco a jusante do açude e uma parte para uma nova praia fluvial a norte do açude. A QUERCUS alertou nessa altura para a insensatez desse aterro, fazendo vários avisos de que os efeitos seriam os de potenciar novas cheias e dificuldades nas terras a jusante de Coimbra. Bateram na porta errada, ninguém lhes ligou. As consequências estão à vista.

Para além disso, com incêndios, ausência de limpeza das matas, total desordenamento da floresta, etc., os resíduos florestais, matéria ardida, etc., vão parar ao rio sempre que as condições climatéricas são adversas. Basta ver a quantidade enorme de árvores partidas que o rio transportava, muitas das quais são ainda visíveis nos pilares da Ponte Pedonal, da ponte de Santa Clara e no Açude. Tudo isso contribuiu para esta cheia, para a pressão sobre os diques e para o colapso de todo o sistema.

Ao contrário do que disse o insensato Ministro do Ambiente, que, depois de ter autorizado um Aeroporto Internacional no estuário do Tejo, queria mudar de sítio as aldeias de Montemor, não precisamos de mudar as aldeias de sítio. Precisamos que aprendam que não podem construir em leito de cheia, que temos de respeitar o rio, mas acima de tudo, que temos todos de exigir que o sistema de engenharia desenhado para o controlar seja revisitado, revisto, finalizado, mantido, gerido e monitorizado. Isso é essencial para o nosso futuro e não pode continuar desta forma. São os cidadãos que o têm de exigir, pois por iniciativa das autoridades públicas isso não irá acontecer, como os factos demonstram.

Texto publicado no Diário As Beiras de 28 de Dezembro de 2019

Agradecimentos: Miguel Franco e Álvaro Cadima, pela cedência de imagens.

Springer-Nature Journal: Current Robotics Reports

It is my pleasure to inform that a new and exciting journal in the area of Robotics, where I have the honor to serve as Section Editor in Robotics in Manufacturing, is being prepared by Springer-Nature.

Journal Website: https://www.springer.com/journal/43154

The new journal is named Springer-Nature Current Robotics Reports and the first issue will appear in January 2020.

Editorial team

Editor-in-chief: François Michaud (University of Sherbrooke, Canada)

Section Editor in Robotics in Manufacturing: J. Norberto Pires (University of Coimbra, Portugal)

Section Editor in Agriculture Robotics: John Billingsley (University of Southern Queensland, Australia)

Aims and Scope

Springer-Nature Current Robotics Reports aims to offer expert review articles on the most significant recent developments in the field of robotics. By providing clear, insightful, balanced contributions, the journal intends to serve all those who use robotic technologies in manufacturing, medicine, defense, service, agriculture, among others.

We accomplish this aim by appointing international authorities to serve as Section Editors in key subject areas across the field. Section Editors select topics for which leading experts contribute comprehensive review articles that emphasize new developments and recently published papers of major importance, highlighted by annotated reference lists. An Editorial Board of more than 20 internationally diverse members reviews the annual table of contents, ensures that topics include emerging research, and suggests topics of special importance to their country/region.

Topics covered may include diagnostic medical robotics; orthopedic robotics and exoskeletons; rehabilitation and assistive robotics; surgical robotics; nanorobotics and microrobotics; robotics in manufacturing; space robotics; defense, military and surveillance robotics; service and interactive robotics; group robotics; and agriculture robotics.

We hope that you consider this new and really exciting Springer-Nature journal to publish your most breakthrough research work.

Keynote speaker at SIMS2020 – NTNU (Norway)

It’s my pleasure to announce that I’ll be doing an INVITED KEYNOTE SPEECH, entitled “Intelligent robot based additive-manufacturing systems”, at the forthcoming 3rd International Symposium on Small-Scale Intelligent Manufacturing Systems, that will take place at the Norwegian University of Science and Technology (NTNU).