Concurso de Inovação – EMAF

We organize the EMAF Innovation Contest since 18 years ago.

The EMAF (biggest Portuguese industrial exhibition in Mechanical Engineering, Robotics and Machines) intends to reinforce the R & D and innovation components of the event, highlighting its crucial importance for the development of the production technology industry. In this framework, it launched the challenge for all EMAF exhibitors to participate in the 9th Innovation Competition, in a partnership with J. Norberto Pires and Revista Robótica. Intended for the exhibitors registered in the EMAF, the competition evaluates the aspects of design, originality and operationality of the products presented.

More details here: http://www.jnorbertopires.pt/emaf-innovation-contest/

Apresentação em vídeo: INDÚSTRIA 4.0 e IMPACTO SOCIAL

Este vídeo faz parte de uma apresentação com o mesmo nome sobre a Indústria 4.0 e a necessidade de pensar os impactos sociais, nomeadamente a pressão no emprego e nos salários. para além dos slides da apresentação, o vídeo contém imagens de vídeos públicos da GTAI (German Trade and Invest), da Volkswagen e da Intel, e que foram usadas para ilustrar conceitos associados à Indústria 4.0.

Ver mais em: http://www.jnorbertopires.pt/2017/11/16/industria-4-0-as-oportunidades-os-desafios-e-o-impacto-social/

Indústria 4.0: As oportunidades, os desafios e o impacto social

A Associação de Consultores de Investimento e Inovação de Portugal organizou em Lisboa, no Auditório do Banco MillenniumBCP, o 1º Congresso de Consultores, no qual tive o enorme prazer de participar. Apresentei um tema que me tem preocupado nos últimos tempos: o impacto social das transformações tecnológicas que estamos a observar e que, genericamente, designamos como 4ª revolução industrial.

A minha apresentação faz uma breve revisão das várias transformações tecnológicas que verificamos desde a 1ª revolução industrial (1740) até aos dias de hoje. São cerca 277 anos vertiginosos, que nos conduziram de uma economia rural até a um mundo que caminha a passas largos para a total digitalização, para os sistemas embebidos que procuram ligar-se em rede e oferecer serviços avançados (sistemas ciber-físicos), para as máquinas com capacidades cognitivas, para a distribuição da capacidade de processamento e tomada de decisão para os vários elementos de um sistema (descentralização e internet das coisas), etc.

No final alerto para o facto de as últimas transformações terem sido muito rápidas e difíceis de acompanhar. Na verdade, desde a introdução dos microprocessadores, decorrentes da invenção do transístor de silício, passaram poucos mais de 47 anos. A aceleração dos últimos 5-10 anos tem sido vertiginosa, conduzindo a alterações tecnológicas que, apesar das grandes vantagens, têm colocado uma enorme pressão no emprego e nos salários. A Alemanha, por exemplo, está a investir cerca de 40 mil milhões de euros por ano na Indústria 4.0 (até 2020, aumentando para 60 mil milhões por anos de 2020 a 2025), num programa nacional muito ambicioso que pretende ter, até 2025, perto de 100% de digitalização na indústria, 13% de redução de custos, 18% de melhoria na eficiências, etc.

 

 

O objetivo da minha apresentação não é o de recomendar parar ou desacelerar o desenvolvimento tecnológico. Isso seria impossível (seria como tentar para as ondas do mar com as mãos) e totalmente indesejável, mas antes alertar para a necessidade de pensar nos aspetos sociais, pois a velocidade a que têm ocorrido não dará tempo aos setores e pessoas menos competitivos de acomodarem, sem enormes danos, os respetivos impactos.

 

LINK para apresentação em vídeo.